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Município no RJ cria moeda virtual ecológica; veja outros destaques do Curto Verde

Veja os destaques do Curto Verde: uma conversa sobre como poderíamos alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pelas Nações Unidas, até 2030; Nestlé lança nova cafeteira com cápsulas biodegradáveis; prefeitura fluminense cria moeda virtual ecológica com o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico, ambiental e sustentável da cidade; e um estudo aponta que os alimentos úmidos para pets são muito piores para o clima do que os secos.

Publicado por
Isabella Caminoto

🌱 Quanto poderia custar para resolver a crise climática?

Em 2015, as Nações Unidas identificaram 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem alcançados até 2030. Desde então, os ODS foram incorporados a programas de pesquisa, políticas nacionais e internacionais e campanhas eleitorais em todo o mundo. Mas o tempo está passando – faltando apenas 8 anos para 2030, a pergunta que nos fazemos é: como chegaremos lá?

É imprescíndivel um compromisso renovado e uma ação de cooperação internacional e colaboração científica em uma escala nunca antes vista.

Em uma conversa, Ruth Morgan, professora da University College London e Jovem Cientista do Fórum Econômico Mundial, sugere a criação de um fundo – subsidiado pelas nações do G7 e a União Europeia.

O dinheiro arrecadado serviria para: garantir a longevidade e sustentabilidade das plataformas colaborativas; apoiar a ciência aberta para um recurso de conhecimento coletivo globalmente acessível; fornecer suporte para colaborações internacionais focadas nos ODS para estimular a inovação, incorporando métodos, percepções e vozes não tradicionais, especialmente aqueles que mitigam trade-offs entre as metas; revigorar um conselho consultivo científico eficaz entre as Nações Unidas para apoiar a tomada de decisões sobre questões globais.

Leia a matéria completa e saiba mais a proposta dela! (The Conversation*)

☕ Nestlé lança nova cafeteira com cápsulas biodegradáveis

A Nestlé lançou neste mês uma nova cafeteira e uma nova linha de cápsulas. A Dolce Gusto NEO funcionará apenas com cápsulas feitas em papel e que poderão ser depois descartadas em sistemas de compostagem.

A cápsula biodegradável pretende resolver um dos problemas desse segmento, que é a produção de lixo, uma vez que as tradicionais são feitas em plástico e alumínio.

A produção das cápsulas de papel será feita na fábrica da Dolce Gusto em Montes Claros (MG), a primeira da Nestlé no mundo a receber certificações quanto a uso da água (100% de reuso), emissão de carbono (neutralizadas) e processamento de resíduos (feito na própria fábrica, sem lixo para aterros) – ela é chamada de “triple zero”.

Já foi aberta uma lista de espera para interessados em comprar a nova máquina. As vendas começam no dia 1º de dezembro e há previsão de inauguração, até 7 de dezembro, de uma flagship nas imediações da avenida Paulista, em São Paulo.

💰 Prefeitura de Maricá/RJ lança moeda virtual ecológica

O projeto visa oferecer uma alternativa de economia verde para o desenvolvimento socioeconômico, ambiental e sustentável da cidade.

A Mumbuca Verde é uma moeda digital e vai funcionar como uma Unidade de Crédito Sustentável (UCS), para remunerar a preservação ambiental por meio de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

De acordo com os criadores da iniciativa, a moeda é uma opção para as corporações contribuírem com a proteção e restauração dos biomas nacionais.

O público-alvo da Mumbuca Verde são os investidores que desejam títulos de comprovação de aderência às práticas ambientais e sociais sustentáveis, que querem ser Net Positive – mentalidade de conduzir os negócios pensando em oferecer mais do que se retira da sociedade, do meio ambiente e da economia mundial – ou que buscam adotar Práticas ESG em suas empresas e alavancar recursos na promoção do desenvolvimento sustentável regional, como quotas de participação em sociedades e como compensação de emissões voluntárias.

Sabia mais sobre este projeto inovador na página Maricá Info.

🐈 Alimentos úmidos para pets são muito piores para o clima do que os secos

Alimentos úmidos para cães e gatos são muito mais prejudiciais ao meio ambiente do que alimentos secos. É o que revelou um novo estudo (*) publicado na revista Scientific Reports.

Descobriu-se que os alimentos úmidos resultam em 8 vezes mais emissões de aquecimento climático do que os alimentos secos.

Estima-se que existam 840 milhões de cães e gatos no mundo e, com o aumento dos números, o impacto ambiental de alimentá-los está ganhando maior atenção.

A comida para os pets geralmente é produzida com carne – que tem de longe a pegada ambiental mais pesada de todos os alimentos. Os pesquisadores, baseados no Brasil, analisaram 618 dietas diferentes para cães e 320 para gatos, variando de comida úmida em latas e saquinhos a biscoitos secos e ração.

 Curto Verde é um apanhado diário do que você precisa saber sobre meio ambiente, sustentabilidade e demais temas ligados à nossa sobrevivência e do planeta.

(🚥): pode exigir registro e/ou assinatura 

(🇬🇧): conteúdo em inglês

(*): conteúdos em outros idiomas são traduzidos pelo Google Tradutor

Este post foi modificado pela última vez em 18 de novembro de 2022 14:43

Isabella Caminoto

Advogada e mestranda em Direito Internacional, tenho a democracia e a liberdade como bandeiras irrenunciáveis. Sou apaixonada pelos animais e acredito que o bem-estar do nosso planeta deveria ser o destaque diário da pauta da nossa sociedade.

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