O consumo diário de refrigerantes por adolescentes - até mesmo os dietéticos - pode ser considerado um fator de risco cardiovascular e está associado a sobrepeso, obesidade e hipertensão. É o que revela estudo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Os autores avaliaram 37 mil adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos.
@curtonews Consumo diário de refrigerante aumenta risco cardíaco em adolescente, aponta pesquisa 🥤 #TikTokNotícias #Saúde #Refrigerante ♬ som original – Curto News
Os pesquisadores também investigaram os perfis glicêmico e lipídico dos indivíduos por meio de diagnósticos laboratoriais e, além de exames físicos para avaliar pressão arterial, índice de massa corporal (IMC), entre outros indicadores.
A pesquisa apontou que o consumo de bebidas açucaradas industrializadas comuns na rotina dos adolescentes, e porções diárias de refrigerantes a partir de 450 ml podem estar associadas a excesso de peso e hipertensão.
Calorias líquidas não garantem o mesmo nível de saciedade das calorias sólidas e, por isso, o consumo de bebidas açucaradas leva a um aumento calórico na dieta. Além disso, itens diet ou light carregam boas doses de sódio, o que pode influenciar no aumento da pressão arterial.
“Os dados nos surpreenderam porque esses jovens acabam desenvolvendo fatores de risco cardiovascular muito precocemente, o que pode trazer impactos significativos pelo maior tempo de exposição a esses fatores”, diz a enfermeira Ana Flavia Britto, uma das autoras do estudo.
De acordo com a especialista, limitar o consumo desses itens pode reduzir o ganho de peso e as doenças relacionadas – como as cardiovasculares, a principal causa de morte no Brasil.
“Já existem políticas públicas sendo implementadas mundialmente nesse sentido”, diz Britto. “Mas mudar hábitos alimentares considerados inadequados envolvem múltiplos fatores que precisam ser melhores compreendidos no contexto da adolescência em inquéritos nacionais”, conclui.
Os refrigerantes são as bebidas com maior consumo diário per capita no Brasil, acredita?? 👀
E na região Sul do país, o consumo é, em média, o dobro da registrada no Norte e no Nordeste, segundo dados da pesquisa de orçamento familiar de 2017/2018.
(Fonte: Agência Einstein)
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Este post foi modificado pela última vez em 2 de fevereiro de 2023 10:52
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