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🇧🇷 Curto Brasil

7 DE SETEMBRO: Bolsonaro faz campanha durante atos pela Independência

Por: Redação Curto News
6-set 18:42
24 min
Créditos da imagem: AFP

Esse 7 de setembro é uma data particularmente especial. Não apenas por se tratar do bicentenário da independência do Brasil, mas – infelizmente – por ter se tornado um foco de tensão política, com ameaças de violência e até golpistas. Aqui você poderá acompanhar tudo sobre a data: comemorações, manifestações e repercussões. E se tiver algum conteúdo que queira compartilhar com a redação do Curto News, envie para o e-mail aovivo@curtonews.com

Cobertura encerrada

Confira as atividades oficialmente programadas para o Bicentenário da Independência no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras. (Estadão)

07 de setembro

20h15

Em comemoração aos 200 anos da Independência, cosmonauta russo filma Brasil visto do espaço. (G1)

Oleg Artemiev compartilhou o vídeo nas redes sociais. Apesar de não indicar sua localização, ele possivelmente está sobre a região Norte do país.

19h56

19h25

Tebet se solidariza com Vera Magalhães: a jornalista foi apontada como “uma vergonha para o jornalismo brasileiro” por apoiadores de Bolsonaro.

19h20

Famosos comemoram o Dia da Independência nas redes sociais: Gil, Sabatella e mais: Famosos comemoram 7 de Setembro e comentam atos (UOL)

19h05

Ministro do TSE nega pedido do PDT para investigar financiamento de ato com Bolsonaro no Dia da Independência. (O Globo)

Raul Araújo entendeu que não houve comprovação a respeito da acusação sobre a fonte de recursos para caravanas.

18h35

Primeiro-ministro do Canadá parabenizou os brasileiros pelos 200 anos da Independência.

Em comunicado, Justin Trudeau relembrou que as relações entre o Canadá e o Brasil remontam a 1866.

18h02

18h

São Paulo: Falta de sinal impediu transmissão com Bolsonaro para público na Paulista, diz líder do Nas Ruas. (Folha de S.Paulo)

17h38

PDT ingressa com ação na Justiça contra chapa Jair Bolsonaro e Braga Neto por abuso de poder político e econômica (Globonews)

O partido aponta indícios de apropriação de recursos públicos em atos de 7 de setembro. Na ação, o PDT pede que se investigue o fato do presidente da República ter usado dinheiro público para promover celebrações da Independência da República, mas usá-las para fazer campanha eleitoral.

17h23

Presidente de Portugal: Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que veio ao Brasil para acompanhar um momento histórico e negou desconforto por assistir ao desfile cívico-militar de 7 de setembro no palanque oficial.

17h06

Ciro Gomes faz live direto de Ouro Preto/MG, diz que foi ameaçado por bolsonaristas e chama eventos pró-Bolsonaro de “espetáculo de vulgaridade“.

O candidato falou de alívio por não ter tido violência como foi prometido, mas criticou a falta de compostura do governo brasileiro: “colocou um empresário picareta ao seu lado e deixou o presidente de Portugal em segundo plano, numa verdadeira agressão diplomática”.

16h54

Ausentes em atos convocados por Bolsonaro, Arthur Lira, Alexandre de Moraes e Rodrigo Pacheco falam sobre o Bicentenário da Independência pelas redes sociais:

16h33

16h27

Bolsonaro discursa no Rio: em sua fala, o presidente fez críticas veladas ao STF, voltou a pedir votos – descrevendo sua campanha à reeleição como uma “luta do bem contra o mal” – e criticou o ex-presidente Lula: “eu não sou ladrão”.

16h05

Simone Tebet e Soraya Thronicke reagem à expressão machista usada por Bolsonaro em discurso:

15h54

15h27

 Motociata no Rio de Janeiro: Bolsonaro é aclamado por apoiadores mas também alvo de protestos (UOL)

O presidente chegou ao Rio de Janeiro no começo da tarde desta quarta-feira (7)  para os atos do 7 de Setembro e foi direto a motociata pela praia de Copacabana onde assistiu a apresentações militares em homenagem ao Bicentenário da Independência.

Ao mesmo tempo em que  recebeu apoio de eleitores, o candidato à reeleição pelo PL  também foi alvo de protestos ao longo do trajeto. Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vaiaram motociclistas e fizeram o “L” de Lula com as mãos.

15h13

12h22

11h42

Bolsonaro levanta bandeira com frase ‘Brasil sem aborto’ em desfile

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), levantou uma bandeira com a frase “Brasil sem aborto” nesta quarta-feira, 7, enquanto participava das comemorações do Bicentenário da Independência do País, na Esplanada dos Ministérios. O chefe do Executivo recebeu a bandeira de apoiadores no momento em que assistia, na arquibancada, ao desfile cívico-militar. Candidato à reeleição, Bolsonaro usa a rejeição ao aborto para fidelizar eleitores religiosos e conservadores.

Bolsonaro assistiu ao desfile ao lado da primeira-dama Michelle, do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que também concorre a um segundo mandato.

Depois de uma queda de braço entre o chefe do Executivo e o governador, a Secretaria de Segurança do DF manteve a proibição da entrada de caminhões na Esplanada.

Na noite da segunda-feira, 5, um grupo de caminhoneiros tentou furar o bloqueio na região, o que levou ao fechamento preventivo do acesso à Esplanada.

11h36

11h29

Sem agenda pública, Lula comemora 7 de setembro nas redes com hino do Brasil

Em vídeo nas redes sociais com bandeiras do Brasil e ao som do hino nacional, o candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou o 7 de setembro, data em que se comemora os 200 anos da independência do País.

“7 de setembro deveria ser um dia de amor e união pelo Brasil. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Tenho fé que o Brasil irá reconquistar sua bandeira, soberania e democracia. Bom dia”, escreveu Lula no Twitter.

O vídeo usa símbolos patrióticos, como a bandeira do País e as cores verde e amarela – recursos que foram apropriados por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Na terça, Lula afirmou que o chefe do Executivo “usurpa” do 7 de setembro “como se fosse dele”.

Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o ex-presidente, aconselhado por aliados, decidiu permanecer em casa nesta quarta e não promover agenda pública.

A ideia é evitar competição de força com seu principal adversário, que aposta no 7 de setembro para se alavancar politicamente em manifestações pró-governo. (Estadão Conteúdo)

11h23

  • Ciro critica ‘má política’ e pede a Deus que ninguém roube a liberdade do Brasil

Em meio às comemorações dos 200 anos de Independência, nesta quarta-feira, 7, o candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) pediu para que, nesta data, nada nem ninguém seja capaz de roubar a paz e a liberdade do povo brasileiro. Para ele, o Brasil deveria comemorar o bicentenário “vivendo dias melhores” e critica a “má política” como porta de entrada dos atuais problemas.

Em peça de campanha, Ciro aparece com uma camisa azul ao som do Hino Nacional e com a bandeira do Brasil de fundo.

O pedetista diz que, “mesmo com dramas e ameaças que nos cercam, não podemos perder a fé e a esperança nesse nosso País tão lindo”. “O Brasil é muito maior do que qualquer problema e tem solução para qualquer tipo de dificuldade. Só há uma porta de saída pra tudo isso, e essa porta de saída é a política. Se a má política foi, infelizmente, a porta de entrada para os atuais problemas, a boa política é a única e verdadeira porta de saída para nos livrarmos deles”, declara. “Temos a mais profunda esperança de que encontraremos juntos um novo caminho. E o Brasil vai realizar plenamente seu futuro de nação livre, justa e soberana. O de ser um País do tamanho da fé e do coração generoso do nosso povo.”

Em aceno ao eleitorado religioso, Ciro pediu para que Deus “nos abençoe para que nada nem ninguém seja capaz de roubar nossa paz e a nossa liberdade nesse dia ou em qualquer outro momento da nossa história”. (Estadão Conteúdo)

11h20

  • Independência ainda é um sonho a ser atingido no Brasil, diz Simone Tebet

Em meio às comemorações do 7 de setembro, nesta quarta-feira, 7, a candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) afirmou que, apesar dos 200 anos de Independência, a emancipação ainda é um sonho a ser atingido no Brasil. A emebedista diz que, para um país ser independente, é preciso garantir cidadania ao seu povo.

“200 anos se passaram, e vemos que a independência ainda é um sonho a ser atingido”, declarou a candidata, em publicação no Twitter. “Um país, para ser independente, precisa garantir cidadania ao seu povo. Comida na mesa, educação de qualidade, emprego, renda e lazer”, pontua.

Em meio ao crescimento nas pesquisas eleitorais de intenções de voto, Tebet reafirmou seu compromisso em reduzir desigualdades, erradicar a miséria e acabar com a fome. “Vida digna a todos! Com amor e coragem, vamos mudar o Brasil de verdade”, concluiu. (Estadão Conteúdo)

11h18

  • Rainha Elizabeth felicita povo brasileiro pelo Bicentenário da Independência

A Rainha Elizabeth II enviou ao Brasil mensagem pelo Bicentenário da Independência, felicitando o povo brasileiro. A mensagem foi compartilhada no Twitter pela encarregada de negócios da Embaixada do Reino Unido no Brasil, Melanie Hopkins

“Em meio à celebração da importante ocasião dos 200 anos de Independência, gostaria de parabenizar Vossa Excelência e enviar minhas felicitações ao povo da República Federativa do Brasil, lembrando com carinho da minha visita ao país, em 1968. Que continuemos trabalhando com esperança e determinação para superar os desafios globais juntos”, diz a mensagem da Rainha.

Na publicação na rede social, Hopkins destacou que a mensagem “é mais um símbolo da importância do Brasil para o Reino Unido”. (Estadão Conteúdo)

11h15

11h05

  • Desfile militar com Bolsonaro dá início às tensas comemorações da Independência

O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta quarta-feira (7), do desfile militar em Brasília que deu início às comemorações do bicentenário da Independência, sob um clima de tensão a menos de um mês das eleições.

O presidente convidou os brasileiros a irem às ruas e defendeu que “ainda dá tempo de sair, de verde e amarelo, para festejar e comemorar a terra onde vivemos”, antes do início dos atos à TV Brasil.

“O que está em jogo é nossa liberdade, nosso futuro”, acrescentou, numa alusão velada às eleições de 2 de outubro. 

No ano passado, o Dia da Independência foi marcado por manifestações pró-Bolsonaro, com slogans golpistas e com o presidente jurando que “só Deus” poderia tirá-lo do poder. 

As pesquisas, porém, mostram que ele está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição mais polarizada da história recente do Brasil. 

“O 7 de setembro de 2022 acontece no pico da campanha, na reta final da campanha. Então será necessariamente politizado”, comentou à AFP Paulo Baia, professor de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Teremos um 7 de setembro tenso, com possibilidades de violência, na medida em que o dia está sendo apropriado como parte da campanha eleitoral de todas as candidaturas, não só de Jair Bolsonaro”, apontou.

O presidente chinês, Xi Jinping, e seu colega russo, Vladimir Putin, enviaram mensagens de felicitações ao governo brasileiro pelo bicentenário.

  • Rolls Royce com a primeira-dama –
    Escoltado por um tanque, Bolsonaro chegou ao desfile no clássico Rolls Royce presidencial, com a faixa presidencial no peito, e acompanhado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e vários filhos. 

O presidente e sua esposa sorriram e cumprimentaram o público, enquanto avançavam pela Esplanada dos Ministérios. 

Bolsonaro então desceu do veículo e continuou a pé, cumprimentando de perto milhares de pessoas que seguiam o desfile militar, ao qual se juntaram vários tratores pertencentes a apoiadores de Bolsonaro.

“Mito, mito!”, gritaram seus seguidores.

O desfile militar, cancelado em 2020 e 2021 devido à pandemia, ocorreu sob um esquema de segurança excecional. 

Uma manifestação a favor de Bolsonaro começará mais tarde em Brasília, às 13h00.

À tarde, as atenções vão se voltar para o Rio de Janeiro e à praia de Copacabana.

Tradicionalmente, o desfile militar no Rio acontece a cerca de 15 km, na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade.

Mas o chefe de Estado insistiu que este ano os soldados passassem pelo local onde costumam acontecer as manifestações bolsonaristas.

Não haverá carros blindados perto da praia, mas navios de guerra no oceano e aviões militares no céu, além de paraquedistas.

  • Discurso mais moderado -Bolsonaro deve cumprimentar uma multidão de motociclistas que marcaram uma mobilização em Copacabana, e depois falará aos manifestantes de um grande palanque alugado por pastores aliados.

Os magnatas do agronegócio também têm contribuído financeiramente para a organização de eventos no país, segundo a imprensa local. 

Uma intensa campanha foi realizada nas redes sociais para reunir o maior número possível de manifestantes, e youtubers bolsonaristas lançaram pedidos de doações online. 

“A campanha de Jair Bolsonaro está se preparando para uma grande demonstração de força em todas as cidades brasileiras, sobretudo nas cidades com mais de 100.000 habitantes. Essa demonstração de força é para se traduzir em votos, para fidelizar os eleitores, e seduzir eleitores de outros candidatos menores”, comentou Paulo Baia.

Para não assustar os eleitores moderados, o chefe de Estado pediu aos seus apoiadores mais entusiastas que evitem as faixas e slogans exigindo intervenção militar para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu vários inquéritos contra Bolsonaro, especialmente por espalhar informações falsas.

Bolsonaro moderou um pouco seu discurso nas últimas semanas, embora no sábado tenha chamado o juiz do STF Alexandre de Moraes, um de seus alvos favoritos, de “marginal”. 

De acordo com a última pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na semana passada, Lula mantém uma vantagem confortável, com 45% das intenções de voto, ante 32% de Bolsonaro, embora a diferença tenha diminuído nas últimas semanas.

(AFP)

10h14

10h11

  • Por enquanto tudo em paz nas ruas, fora os xingamentos de praxe de bolsonaristas contra o STF e jornalistas.

10h06

09h55

09h00

  • Nova carta fala em ‘reafirmar compromisso com a democracia’

Os autores da carta em defesa do sistema eleitoral e da democracia lida no dia 11 de agosto divulgaram um novo texto, nesta terça, 6, intitulado “Independência e Democracia”. O documento foi divulgado na véspera das comemorações do 7 de Setembro, que devem ser marcadas por atos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), e para os quais as convocações envolvem mensagens de teor antidemocrático.

No novo texto, os articuladores da última carta – que obteve mais de um milhão de assinaturas de apoio – dizem que “homenagear o 7 de Setembro é também reafirmar o compromisso com a democracia e com a Constituição de 1988”.

“Há menos de um mês, vivemos um capítulo memorável com a leitura da ‘Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do estado democrático de direito’. Agora comemoraremos o bicentenário da Independência do Brasil (…) Uma nação independente pressupõe o respeito às instituições e à vontade livre das cidadãs e cidadãos, sendo o acatamento do resultado da eleição um valor inquestionável. O orgulho de ser brasileiro deve ser festejado!. Nossa sociedade é capaz de decidir seus próprios rumos. Vamos continuar escrevendo a nossa história”, afirma a mensagem, exibida no mesmo site em que foram reunidas as adesões para a primeira carta.

A mensagem foi elaborada pelos juristas envolvidos na publicação da primeira carta: os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Dimas Ramalho e Roque Citadini; o procurador do Ministério Público de Contas Thiago Pinheiro Lima; o ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo Luiz Marrey; e o juiz federal Ricardo Nascimento.

No dia 11 de agosto, líderes da sociedade civil das mais variadas áreas de atuação, correntes políticas e formações lotaram o salão nobre e o pátio das arcadas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) com contundentes discursos contra retrocessos democráticos.

O ato enfatizou uma resposta ao 7 de Setembro, convocado por Bolsonaro, de que não haverá respaldo dos principais atores brasileiros caso o mandatário não aceite o resultado das urnas. Houve manifestações em todo o País. (Estadão Conteúdo)

08h49

08h45

08H22

  • SP celebra bicentenário com uma ampla programação cultural

Vários eventos vão celebrar hoje e durante todo o mês o bicentenário da Independência. Entre as principais atrações está a reabertura do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), mais conhecido como Museu do Ipiranga, cujos ingressos para a primeira semana estão esgotados, e a encenação da passagem de d. Pedro I pela capital paulista.

Os festejos começam nesta quarta-feira, 7, às 9 horas, na Avenida D. Pedro I, com o desfile cívico-militar no entorno do parque. Mais tarde, às 15 horas, ocorre no entorno do museu o espetáculo gratuito Vozes da Independência: história do Grito do Ipiranga. Haverá coro, música e encenação, com Caco Ciocler no papel de d. Pedro I e referências a outras figuras históricas brasileiras, como Chico Mendes, Machado de Assis, Maria da Penha, Zumbi, Sepé Tiaraju e Anita Garibaldi.

No início da noite, está prevista a projeção mapeada na fachada do museu, acompanhada por trilha sonora do músico André Abujamra, a partir das 21 horas. No mesmo horário ocorre 200 drones, um espetáculo com um balé de drones, que criará imagens de ícones brasileiros.

Para quem quiser visitar o museu, vale avisar que os ingressos estão esgotados até o dia 11. Novas entradas serão ofertadas em breve em bileto.sympla.com.br/event/76521/d/158327.

Para os próximos dias, haverá ainda no entorno apresentações da SP Companhia de Dança, da Orquestra Jovem, da SP Big Band, da Orquestra Jazz Sinfônica, da Banda Sinfônica da Polícia Militar e da Orquestra Funmilayo, entre outras, além das visitas disponíveis a locais como a cripta imperial.

Centro

Mas as atividades ainda se estendem à região central paulistana. Hoje, às 11 horas, no Solar da Marquesa de Santos (Rua Roberto Simonsen, 136, Sé), haverá o Sarau da Marquesa, com a atriz Beth Araújo no papel de Domitila, com a apresentação de músicas do século 19 executadas ao vivo, declamação de poemas, leitura de textos e cartas amorosas escritas por d. Pedro I.

Já o espetáculo Leopoldina, Independência e Morte recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que viveu no Brasil no século 19. Será às 17 horas no CCBB São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112, Sé), com ingressos a R$ 30, no local e no bb.com br/cultura. Mais exibições ocorrem aos sábados e domingos.

Por fim, vale ainda visitar a exposição Te Deum Laudamus – A Primeira Missa do 1.º Reinado, de 8 de setembro a 15 de outubro, das 9h às 17h, no Museu de Arte Sacra (Avenida Tiradentes, 676), com ingresso a R$ 6. (Estadão Conteúdo)

08h06

Bolsonaristas na Esplanada gritam contra Lula e xingam a imprensa

Em postura que expõe o tom político-eleitoral dado às comemorações do 7 de setembro, apoiadores do presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), presentes à Esplanada dos Ministérios para acompanhar o desfile cívico-militar entoam o grito de ordem “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, em referência ao principal adversário do chefe do Executivo na eleição, e ofendem a imprensa. O espaço reservado aos jornalistas é separado do público em geral por um pequeno alambrado.

O desfile para marcar o Bicentenário da Independência do Brasil acontecerá em frente ao Ministério da Defesa e será acompanhado por Bolsonaro, que, em seguida, discursará em trio elétrico instalado em frente ao Congresso Nacional e ao lado de tanques de guerra.

07h07

A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), alvo de críticas do presidente e seus apoiadores, foi reforçada. (Estadão Conteúdo)

06h55

Bom dia. Reabrimos agora a cobertura do 7 de setembro. Tenha um excelente feriado.

  • TENSÃO: A pedido de Bolsonaro, caminhoneiros poderão entrar na Esplanada

Numa reviravolta nas restrições de segurança às vésperas do 7 de Setembro, manifestantes bolsonaristas foram autorizados a ingressar na Esplanada dos Ministérios com caminhões, carretas e ônibus que fazem parte de uma caravana em Brasília. A área havia sido bloqueada pela Polícia Militar para resguardar a Praça dos Três Poderes, depois da ocupação por três dias e tentativas de investir contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional no ano passado.

Na noite de segunda-feira, dia 5, uma parte da caravana ingressou na área central de Brasília e, com um buzinaço, se dirigiu à Esplanada, onde serão realizados atos de campanha do presidente Jair Bolsonaro e o desfile oficial em comemoração do Bicentenário da Independência, na manhã desta quarta-feira, dia 7. As equipes de segurança locais, que monitoravam a mobilização, foram orientadas a antecipar o bloqueio da região e formaram barricadas com viaturas e blocos de concreto.

Aliado eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou ao Estadão a liberação do acesso na noite desta terça-feira, dia 6. Ele confirmou que Bolsonaro participou da negociação para liberar a entrada dos veículos pesados na Esplanada dos Ministérios. “Foi tudo acordado antes com todos”, disse Ibaneis, que é candidato à reeleição com apoio do presidente, referindo-se a Bolsonaro, integrantes das áreas de segurança do governo federal e do governo de Brasília e os organizadores dos atos bolsonaristas.

O Exército foi acionado para autorizar a entrada dos caminhões de bolsonaristas. Conforme oficiais a par das negociações, ficou autorizado o acesso de caminhões em um trecho do Eixo Monumental, nas imediações da rodoviária. Coube aos militares do Exército auxiliar no cadastramento dos veículos e seus responsáveis, para acelerar a liberação parcial na Esplanada.

Segundo militares da ativa, o acesso será controlado e limitado. Os caminhões não poderão se aproximar das sedes dos ministérios e da Praça dos Três Poderes. A autorização foi para que fiquem estacionados, a partir da meia-noite desta quarta, na área entre a Catedral de Brasília e a Rodoviária.

O próprio presidente Jair Bolsonaro vai usar de caminhões em ato de viés eleitoral. Depois de conclamar militantes para mandar recados “pela última vez” aos ministros do Supremo, aos quais chamou de “surdos de capa preta”, Bolsonaro decidiu discursar em Brasília num trio elétrico, que deve estar posicionado nas proximidades da área restrita onde ocorrerá a parada militar.

A ideia é que, logo depois de deixar a tribuna de honra com a cerimônia ao lado de chefes de Estado estrangeiros, Bolsonaro se desloque e suba num carro de som para falar a seus apoiadores. O presidente usou da propaganda eleitoral para convocar manifestantes. A campanha usou o bordão “Jair ou Já era”, para pedir a participação de eleitores do presidente. (Estadão Conteúdo)

06 de setembro

20h40

Devido a ventania, militares paraquedistas sofreram um acidente no Rio de Janeiro durante ensaio para demonstrações programadas para o 7 de Setembro. Dentre os envolvidos, estava o suboficial da Aerunáutica Izaquiel Luis, que caiu no telhado de um imóvel e sofreu ferimentos graves. O Corpo de Bombeiros informou que não houve vítimas fatais.

Militares do Exército estão cadastrando cerca de 60 caminhões para entrarem na Esplanada dos Ministérios no 7 de Setembro. Desautorizando a ordem das forças de segurança distritais e nacionais, o presidente Jair Bolsonaro enviou aos organizadores do evento ordem para liberação dos veículos. O governador do Distrito Federal rejeitou a medida: “Não vai entrar [nenhum caminhão]. Eles só vão entrar se for por ato de força, o que não vamos permitir.”

Um dia antes do 7 de Setembro, em que devem ocorrem atos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, um novo texto em defesa do sistema eleitoral e da democracia foi divulgado. O documento foi escrito pelos articuladores da última carta que obteve mais de 1 milhão de assinaturas e é intitulado “Independência e Democracia”. Leia a nova carta na íntegra no site do movimento Estado de Direito Sempre.

Em relação a 2018 e às manifestações do 7 de setembro de 2021, a edição 2022 teve uma “mobilização muito menor” das forças ligadas ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e em grupos do Telegram e Whatssap. A avaliação é do colunista da Jota e consultor digital Iago Bolivar, que aponta uma organização “mais tradicional” que tem substituído o papel de engajamentos orgânicos de apoiadores no centro da estratégia da campanha de Bolsonaro para reeleição presidencial.