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Análise: Trump piscou, e pior da crise já passou…Só que não!

Trump recuou, mas o nervosismo nos mercados continua elevado

Publicado por
João Caminoto

E Trump piscou. Surpreendendo até mesmo aqueles que apostavam num recuo do tarifaço, o presidente dos Estados Unidos cedeu às enormes pressões – inclusive de aliados – poucos dias após gerar uma das maiores turbulências econômicas mundiais das últimas décadas.

Os mercados reagiram com imensa euforia, com as bolsas de valores disparando em altas, algumas quebrando recordes históricos.

Os bilionários do mundo também comemoraram, e muito. O índice Bloomberg Billionaires registrou a sua maior alta em dia de sua história, acrescentando US$ 304 bilhões para o patrimônio combinado dessa turma, Mesmo antes da reviravolta ontem nos mercados, alguns bilionários compraram ações de suas próprias empresas, encarando os preços mais baixos como uma oportunidade para aumentar as suas participações em seus negócios.

Foi aberta uma caixa de Pandora

Como dissemos ontem, apenas um recuo consistente de Trump teria o efeito de reverter o pânico instalado mundo afora. E o recuo veio antes e mais amplo do que se esperava.

Então agora o pior passou…. Só que não! O grau de incertezas com os próximos passos de Trump continua elevadíssimo. Além da China ter sido excluída do recuo de Trump, o fato é que continua em vigor um acréscimo de 10% para quase todo o mundo. E ninguém sabe quais serão os impactos de médio e longo prazo das políticas de Trump sobre os Estados Unidos e o restante do planeta. Foi aberta uma caixa de Pandora.

Por isso, após o entusiasmo geral ontem, já alguns sinais de moderação na recuperação dos mercados financeiros na Europa nesta quinta-feira.

Está claro que a tensão geral foi aliviada, mas ela pode voltar com força a qualquer momento.

Este post foi modificado pela última vez em 10 de abril de 2025 11:11

João Caminoto

Jornalista com mais de 30 anos de experiência, ocupei diversos cargos - desde repórter, passando por correspondente internacional até diretor de redação - em diversas casas, como o Estadão, Broadcast, Época, BBC, Veja e Folha. Me sinto privilegiado em ter abraçado essa profissão. Apaixonado pela minha família e pelo Corinthians.

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