Um tribunal municipal de Moscou ordenou, nesta sexta-feira (18), a dissolução do Centro Sakharov, um dos últimos pilares da defesa dos direitos humanos na Rússia, em um contexto de repressão de vozes críticas desde a ofensiva na Ucrânia.
Em um comunicado, o tribunal alegou que a associação, que leva o nome em homenagem ao Prêmio Nobel da Paz Andrei Sakharov, organizou conferências e exposições de forma ilegal, fora de sua “zona de atividade” regional, estipulada em seus estatutos.
Fundado em 1996, o centro organizava debates e eventos culturais e também abrigava um museu sobre os crimes soviéticos. Em abril deste ano, a organização foi obrigada a deixar sua sede histórica em Moscou.
Nesse, milhares de pessoas velaram os restos mortais do opositor russo Boris Nemtsov, assassinado em 2015.
Em abril, o Ministério russo da Justiça iniciou um processo de “verificação” desta associação, que desde 2014 era classificada como “agente estrangeiro”.
Pelo menos outras duas associações de opinião crítica foram dissolvidas por operarem fora de sua área de atuação.
Em janeiro, o mesmo tribunal ordenou o fechamento da ONG Grupo Helsinque, a mais antiga associação de defesa dos direitos humanos na Rússia. Em abril, o tribunal determinou a dissolução do Centro Sova, especializado no estudo do racismo e da xenofobia.
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