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Por que o passe livre no transporte é a nova polêmica das eleições?

Dias antes das eleições de 2022, o passe livre no transporte público virou centro de mais uma disputa política, mobilizou as redes sociais e foi parar até no Supremo Tribunal Federal. O Curto News te explica o que está rolando.

Publicado por
Gabriela Gonçalves

Tudo começou quando a prefeitura de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, anunciou o fim da gratuidade do transporte no dia da votação, algo que já estava em vigor na cidade há quase 30 anos.

Influenciadores digitais denunciaram a ação como uma forma de impedir que pessoas mais pobres consigam se deslocar para locais de votação, no dia das eleições.

O youtuber Felipe Neto foi uma das celebridades da internet a levantar a voz denunciando o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), de realizar uma manobra eleitoreira por ser conhecido apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).

É a primeira vez, desde 1995, que a cidade de Porto Alegre não terá passe livre no dia das eleições. Políticos de esquerda argumentam que a decisão afeta o voto dos eleitores de baixa renda e pode aumentar a abstenção no domingo.

De acordo com a pesquisa o Datafolha, o eleitorado que recebe até dois salários mínimos é o mais populoso e seria o mais favorável a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Bolsonaro na eleição presidencial. (Folha de S.Paulo)

O prefeito Sebastião Melo sancionou a lei no final do ano passado e se defendeu nas redes sociais. Mas também foi contestado por opositores:

Disputa nacionalizada

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acionou o Superior Tribunal Federal (STF) para garantir a gratuidade do transporte em todas as cidades do país. A Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) foi protocolada na tarde de quarta (28).

“Além do caso de Porto Alegre, há informações de que prefeituras bolsonaristas podem tomar medidas para aumentar a abstenção e assim tentar evitar a vitória de Lula em primeiro turno no domingo”, diz o senador. “Por isso, pedimos que sejam assegurados todos os meios para levar os eleitores às urnas.”

Segundo a assessoria de imprensa do STF, ainda não há previsão para o julgamento da ação.

Este post foi modificado pela última vez em 29 de setembro de 2022 13:03

Gabriela Gonçalves

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