[gtranslate]

Banco Mundial apoiará municípios do Sul brasileiro na construção de resiliência climática

Um projeto do Banco Mundial dará aos municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul acesso a financiamento para resiliência climática. Ou seja, para preparar a infraestrutura e os serviços dessas cidades para os impactos dos eventos extremos climáticos, como enchentes e deslizamentos de terra. O apoio será dado por meio de dois empréstimos, totalizando 89,6 milhões de euros, ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (Brde). 💰

Publicado por
Isabella Caminoto

Eventos climáticos extremos

O projeto Sul Resiliente busca diminuir as perdas humanas e econômicas causadas por desastres nessa região do Brasil, especialmente para os mais pobres. Além disso, reduzirá o impacto fiscal dos eventos climáticos extremos nos orçamentos municipais.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados brasileiros mais afetados por desastres naturais, com 10.815 eventos registrados entre 1991 e 2021. Atualmente, cerca de 859 mil pessoas vivem em 3.845 áreas mapeadas com risco de desastre, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil.

A maioria tem renda per capita mensal média abaixo do salário mínimo, variando entre 42,2% em Santa Catarina, 57,7% no Rio Grande do Sul, e 69,3% no Paraná.

Para o especialista Jack Campbell, gerente do projeto no Banco Mundial, a parceria com uma instituição de desenvolvimento regional permite oferecer mais oportunidades para os pequenos e médios municípios.

Planejamento urbano e  infraestrutura

“A parceria com o Brde vai fazer com que o nosso financiamento e a assistência técnica cheguem a mais municípios, inclusive os pequenos e médios. Assim, eles poderão melhorar o planejamento urbano e a infraestrutura, promovendo uma redução do risco de desastres.”

O Brasil ainda é visto como um país livre de desastres naturais. No entanto, diversos fatores contribuíram para aumentar a exposição e a vulnerabilidade da população a eventos climáticos extremos, especialmente na região sul.

Entre as questões estão a rápida urbanização ocorrida nas últimas décadas, a falta de planejamento adequado e a prestação insuficiente de serviços públicos.

(Com ONU News)

Leia também:

Este post foi modificado pela última vez em 6 de abril de 2023 11:03

Isabella Caminoto

Advogada e mestranda em Direito Internacional, tenho a democracia e a liberdade como bandeiras irrenunciáveis. Sou apaixonada pelos animais e acredito que o bem-estar do nosso planeta deveria ser o destaque diário da pauta da nossa sociedade.

Posts recentes

Trump assina ordem executiva para revisar IA antes do lançamento e reacende debate sobre regulação nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (2) uma nova ordem executiva…

3 de junho de 2026

IA na saúde mental herda preconceitos humanos — e pesquisadores alertam para riscos invisíveis

A rápida expansão da inteligência artificial (IA) na saúde mental vem sendo tratada como uma…

28 de maio de 2026

Estudo de Stanford expõe viés racial em ferramentas de IA usadas para contratação

A promessa de neutralidade da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho acaba de sofrer…

27 de maio de 2026

Papa Leão XIV lança manifesto histórico sobre IA e alerta: “Nenhum algoritmo pode substituir a humanidade”

A inteligência artificial (IA) acaba de entrar oficialmente no centro do debate moral da Igreja…

26 de maio de 2026

Google resolve nove problemas matemáticos inéditos com IA e acelera corrida por descobertas científicas

A disputa entre gigantes da inteligência artificial (IA) acaba de atingir um novo patamar —…

25 de maio de 2026

IA no seu pulso: wearables querem prever doenças antes mesmo dos sintomas

Relógios inteligentes, anéis biométricos e pulseiras fitness estão entrando em uma nova fase: deixar de…

21 de maio de 2026